Toda alegria é conquistada com um alto teor de loucura.
Empurrada a ponta pés numa sala cheia de lanças por um carrasco
Que na sua monstruosidade tem o olhar mais doce e preocupado:
A confusão faz petrificar os fluxos de mim secando a minha calma
A alegria é um vão nesta sala apertada
Menor do que o meu corpo, maior do que a minha alma, onde mal se pode respirar
Todavia ainda cochilo no leito de pradarias verdes ao teu lado
E descanso na beleza mais pura de tudo; das pedras que são pedras,
Nas flores que são flores, na chuva que é chuva, no vento, no vento, no vento
quinta-feira, 27 de junho de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
I
A voz do outro lado do gancho
A voz do outro lado do gancho
Estende as despedidas repetidamente
Num volume sonoro doce e fragmentado,
Num volume sonoro doce e fragmentado,
Mexe com o realismo e promove na terra
A única primavera que já houve numa noite de maio.
A única primavera que já houve numa noite de maio.
Eu que sou tão liricamente urbano
Transcendo, por alguns instantes, até ele,
através da linha telefônica...
me parece mais um trote da vida.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Sabe uma das poucas alegrias que um cara ainda pode gozar?
Ter a consciência do quanto ele foi moldado
Para ter uma finalidade prática na vida coletiva
E ainda assim estar nos lugares pisando cada milímetro
Dos seus pés no chão, sorrir distraidamente,
Bater um papo com os amigos, ter grandes amigos para rirem de você
E fazer você lembrar que tudo não passa de uma grande bobagem
Tomar uma cerveja gelada, comer e ficar satisfeito
É qualquer momento em que você se deixa levar e não fica dentro de nenhum invólucro
Ideológico, você é apenas você e todos vão te achar
Lindo, mesmo aqueles mais recalcados que não tem coragem de assumir,
Nem com o olhar, o quanto você está radiante, mas dentro deles, saiba:
Mora a inveja disso que você tem
De verdade é onde você esquece de tudo e principalmente:
É onde o mundo não pode te alcançar nem te ferir.
Ter a consciência do quanto ele foi moldado
Para ter uma finalidade prática na vida coletiva
E ainda assim estar nos lugares pisando cada milímetro
Dos seus pés no chão, sorrir distraidamente,
Bater um papo com os amigos, ter grandes amigos para rirem de você
E fazer você lembrar que tudo não passa de uma grande bobagem
Tomar uma cerveja gelada, comer e ficar satisfeito
É qualquer momento em que você se deixa levar e não fica dentro de nenhum invólucro
Ideológico, você é apenas você e todos vão te achar
Lindo, mesmo aqueles mais recalcados que não tem coragem de assumir,
Nem com o olhar, o quanto você está radiante, mas dentro deles, saiba:
Mora a inveja disso que você tem
De verdade é onde você esquece de tudo e principalmente:
É onde o mundo não pode te alcançar nem te ferir.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Devoção-subversão
A devoção é a redenção
E o declínio de um homem,
É a arma do negócio
Do pacto de consórcio de alma
Mas a minha está a salvo
Porque é toda sua.
Porque é toda sua.
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